fiquei sem reposta
e disse
que estava carregando a lua
ao invés de estar sentado nela.
não estou carregando a lua.
não quero ser mais que ela.
estou sentado em sua superfície.
te olhando.
calmo, sereno,
direto
firme e sincero.
é o melhor lugar
pra enxergar a beleza
e a sinceridade.
lugar que reina
quando existe paz.
paz e entendimento.
sexta-feira, julho 15
o amor tem essa alma densa de floresta
ontem me vi em uma floresta
daquelas verde bem denso.
floresta toda cheia de alma.
- confortável e alegre.
fui vendo as formas humanas
formadas em troncos retorcidos
em folhas caindo
- quase sincronizadas com os animais.
e no meio, bem no meio
vi a real alma dessa floresta.
e por um momento até me confundi,
achando que era outra árvore.
e era fácil de se enganar,
pois esta estava toda contorcida, também;
era a mais abalada pelo vento.
contudo, ela não estava contorcida
pelo tempo.
- eram seus passos de dança, ali, no meio.
contudo, ela não estava abalada
pelo vento.
- eram seus braços girando e girando.
formando formas coloridas.
foi a coisa mais bela
que meus humildes olhos
fitaram.
e girava, girava.
não cansava de girar
e dançar e girar.
desenhando no vento
o futuro.
há um tempo
só visito essa floresta.
e nela já montei minha
casa na árvore,
já caçei o que preciso.
por todo o tempo
visitarei essa floresta.
pois me acalma e me faz sorrir.
e dá vontade de ficar descalço
daquelas verde bem denso.
floresta toda cheia de alma.
- confortável e alegre.
fui vendo as formas humanas
formadas em troncos retorcidos
em folhas caindo
- quase sincronizadas com os animais.
e no meio, bem no meio
vi a real alma dessa floresta.
e por um momento até me confundi,
achando que era outra árvore.
e era fácil de se enganar,
pois esta estava toda contorcida, também;
era a mais abalada pelo vento.
contudo, ela não estava contorcida
pelo tempo.
- eram seus passos de dança, ali, no meio.
contudo, ela não estava abalada
pelo vento.
- eram seus braços girando e girando.
formando formas coloridas.
foi a coisa mais bela
que meus humildes olhos
fitaram.
e girava, girava.
não cansava de girar
e dançar e girar.
desenhando no vento
o futuro.
há um tempo
só visito essa floresta.
e nela já montei minha
casa na árvore,
já caçei o que preciso.
por todo o tempo
visitarei essa floresta.
pois me acalma e me faz sorrir.
e dá vontade de ficar descalço
sexta-feira, julho 8
coração
um único dia de silêncio
me apertou as costuras do coração.
e de tanto pensar
o vermelho ficou mais forte,
com as artérias roxas,
grossas e pulsantes
- meio fora de ritmo,
mas procurando
a sintonia perfeita.
apertou as costuras do coração,
e com isso
o deixou mais firme,
mais preciso.
o deixou ciente
de que é assim.
quarta-feira, julho 6
dois animais iguais
qual ritmo
fará duas notas se abraçarem?
prefiro não saber
e tentar compô-las
eu mesmo.
com calma de formiga
e firmeza de elefante.
terça-feira, julho 5
carência
como posso não conseguir
o começo de um poema
se já tenho em mim
todos meus versos livres
e todas minhas letras?
se já estou afinado com o vento,
como posso continuar à deriva?
somente o tempo
aliado à mim mesmo
que me dirá!
a única pessoa
que está no meio de meu caminho
é a minha pessoa.
e um belo dia
o amor receberá uma carta,
dizendo aquele sonho cresceu.
e que com toda certeza
o amor se estabeleceu.
segunda-feira, julho 4
silêncio gritante
quatro olhos fechados de testa grudada
e duas respirações que se cruzam no silêncio
às vezes dizem muito mais do que um discurso infinito.
e é abrindo a mente
com momentos precisos e preciosos
que a poesia se faz no ar,
e nos proteje do frio.
e duas respirações que se cruzam no silêncio
às vezes dizem muito mais do que um discurso infinito.
e é abrindo a mente
com momentos precisos e preciosos
que a poesia se faz no ar,
e nos proteje do frio.
é de olhos fechados e com a boca que se vê.
ali, sentados,
meus olhos se aquietaram
e harmonicamente junto de minha boca
entraram na paz.
paz grande.
tão grande que perdi a fala
e o próprio olhar,
que enquanto estava no escuro
viajou por mil atmosferas.
e que viajem real, foi.
de causar careta e riso confortável
até na cara mais dura.
gaguejei meus sonhos, depois.
todos rodados.
e apesar de não lembra-los
prefiro deixar assim,
pois sei que estão aqui.
no fundo da mente,
quietos,
aguardando a hora certa de florescerem
e virarem mundo.
meus olhos se aquietaram
e harmonicamente junto de minha boca
entraram na paz.
paz grande.
tão grande que perdi a fala
e o próprio olhar,
que enquanto estava no escuro
viajou por mil atmosferas.
e que viajem real, foi.
de causar careta e riso confortável
até na cara mais dura.
gaguejei meus sonhos, depois.
todos rodados.
e apesar de não lembra-los
prefiro deixar assim,
pois sei que estão aqui.
no fundo da mente,
quietos,
aguardando a hora certa de florescerem
e virarem mundo.
sexta-feira, julho 1
mãe lua
olhe! se não é a lua!
toda pomposa
alumiando com seu sorriso
a timidez de doces bárbaros.
olhe! e veremos.
e olhando com atenção
ela é maior do que parece
e pode nos iluminar
por muito mais tempo.
toda pomposa
alumiando com seu sorriso
a timidez de doces bárbaros.
olhe! e veremos.
e olhando com atenção
ela é maior do que parece
e pode nos iluminar
por muito mais tempo.
sem título
e esqueça de rodeios.
apagões deletam a falsidade
que não sabe desenhar reto.
e não abrace a solidão.
por que sozinha, a vida
se perde e se desilude
entre vãos curtos e apertados.
e não sente-se.
há um milhão de pessoas
precisando pensar!
- saia correndo,
e fique em pé.
imponha o amor,
que este se faz mais confortável.
apagões deletam a falsidade
que não sabe desenhar reto.
e não abrace a solidão.
por que sozinha, a vida
se perde e se desilude
entre vãos curtos e apertados.
e não sente-se.
há um milhão de pessoas
precisando pensar!
- saia correndo,
e fique em pé.
imponha o amor,
que este se faz mais confortável.
freguês da meia noite
é como se fosse freguesa
dos olhos.
dançando sentada,
pedindo olhar
e negando o seu próprio.
fugindo entre outros corpos
cambaleantes
e fazendo uma simples conversa
apertar o coração e os sentimentos.
é freguesa única,
pois colore a feira
de sinceridade
e pinta sorriso nos passantes.
dos olhos.
dançando sentada,
pedindo olhar
e negando o seu próprio.
fugindo entre outros corpos
cambaleantes
e fazendo uma simples conversa
apertar o coração e os sentimentos.
é freguesa única,
pois colore a feira
de sinceridade
e pinta sorriso nos passantes.
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