é chegada a hora na qual não cabe mais orgulho
dentro da cabeça folgada que ouve e ouve e ouve mas não fala nada.
e a partir de agora não seremos mais esquecidos
não seremos esquecidos pois transpiraremos a vitória
vão escorrer, as mudanças.
vai sair do sonho do poeta a poesia e
essa vai ser o agito da vida; o grito do nosso desespero.
vai chegar na margem da loucura, no equilibrio da sanidade.
não devemos, de agora até o infinito da vida
nos negar junto da podre preguiça que cega o amor
que existe por nossa própria intelecta carne poética.
é a hora de chegar os verdadeiros sorrisos,
nada da pegajosa imaturidade.
os passos serão mais precisos, compassados,
por vezes desalinhados, mas não mais desprezados!
cada um deles explorado como as palavras escolhidas pra poesia.
só seremos amor!
nós.
eu, meu coração e minha mente
ajustados, cada uma afinado em seu tom melhor
absorvendo precisamente tudo que há por vir.
segunda-feira, abril 23
segunda-feira, abril 16
vazio
do que adianta
a minha feliz idade
o mundo descoberto
por debaixo dos ignorantes?
do que me adianta
saber de tudo,
saber da hroa exata
do pensamento afinado?
do que me adianta as cores
formas e fatos?
me exploro fundo
denso no mundo
pesado na vida dos outros.
do que me importa, agora,
o conhecimento infinito
a curiosidade explicita
a gigante cidade?
pra que vale meu corpo?
meu eu torto?
a minha feliz idade
o mundo descoberto
por debaixo dos ignorantes?
do que me adianta
saber de tudo,
saber da hroa exata
do pensamento afinado?
do que me adianta as cores
formas e fatos?
me exploro fundo
denso no mundo
pesado na vida dos outros.
do que me importa, agora,
o conhecimento infinito
a curiosidade explicita
a gigante cidade?
pra que vale meu corpo?
meu eu torto?
sábado, março 3
declaro
vem de toda essa branqueza
da tez lisa e corrida
- essa meiguice escondida.
da pele e da vontade da dança colada.
faz arte com o sorriso
- quando olha assim, quando só
seu é meu querer e todo esse corpo aqui.
traça e colore as linhas e espaços
que meus olhos fincam o foco.
e os alerta, também, das emergências
que posso ter; dos desconfortos
nos quais posso me ver!
e como tratar seu olhar?
- abismo que caem meus sentimentos;
profundo e confortável!
desejo grande e quente
que põe só a verdade na frente,
pensamento terno, calmo e de boas cores.
essência linda,
cremosa.
tão bonita que o rabo dos meus olhos
abanam de alegria.
da tez lisa e corrida
- essa meiguice escondida.
da pele e da vontade da dança colada.
faz arte com o sorriso
- quando olha assim, quando só
seu é meu querer e todo esse corpo aqui.
traça e colore as linhas e espaços
que meus olhos fincam o foco.
e os alerta, também, das emergências
que posso ter; dos desconfortos
nos quais posso me ver!
e como tratar seu olhar?
- abismo que caem meus sentimentos;
profundo e confortável!
desejo grande e quente
que põe só a verdade na frente,
pensamento terno, calmo e de boas cores.
essência linda,
cremosa.
tão bonita que o rabo dos meus olhos
abanam de alegria.
medo da solidão
medo da pressão
no fogo, da pele dela!
é o mesmo medo meu
parindo suas raizes,
me cravando na desconfiança!
é um medo do ão.
do grande, do sentimento gigante.
- mas é um medo de agora
e ri dessa saudade, dessa fatidica ausência
do corpo, do aperto, da vida
do sorriso costurado na cara da beleza!
mas esse medo espera paciente
inteligente festeja sua vitória!
mas esse medo, nosso estúpido companheiro,
não sabe o que o espera.
não sabe da felicidade.
no fogo, da pele dela!
é o mesmo medo meu
parindo suas raizes,
me cravando na desconfiança!
é um medo do ão.
do grande, do sentimento gigante.
- mas é um medo de agora
e ri dessa saudade, dessa fatidica ausência
do corpo, do aperto, da vida
do sorriso costurado na cara da beleza!
mas esse medo espera paciente
inteligente festeja sua vitória!
mas esse medo, nosso estúpido companheiro,
não sabe o que o espera.
não sabe da felicidade.
domingo, fevereiro 12
não olhar
feche os olhos, agora!
guarde debaixo dos cílios
esse olhar por mais um tempo.
feche os olhos
e sinta,
sinta o que é.
feche os olhos e saiba
e aguente o silêncio
que o coração pode dar seu jeito.
feche os olhos
- que coração pode dizer
ao invés dos lábios.
feche os olhos
- que coração pode dizer
ao invés dos lábios.
feche os olhos
e veja nesse silêncio!
cale-se gritando por dentro!
- que meus interiores
já explodem a cada
olhar não visto,
a cada verso desconversado!
quarta-feira, fevereiro 8
chama a mente
co(r)pos ao alto!
chega a hora,
e chega logo, e adora
cada vez mais fundo no peito
mais adentro do centro.
e pegue no colo!
como foda-se
todo cenário louco
e ame (-se)...
no canto, no meio,
na ponta do desbunde próprio.
...a si mesmo e aos versos
que vem junto do vento.
chega a hora,
e chega logo, e adora
cada vez mais fundo no peito
mais adentro do centro.
e pegue no colo!
como foda-se
todo cenário louco
e ame (-se)...
no canto, no meio,
na ponta do desbunde próprio.
...a si mesmo e aos versos
que vem junto do vento.
quarta-feira, janeiro 18
flor
bela, das pernas de pinça,
de sentir fina a passagem
despercebida ao olhos
do desconforto
de luz amarela e
e cintura lisa.
- leve,
como leva o vento
folha e desejo.
como a cabeceira
do rio solta água
e leva a vida.
moça, corpo de lança
da alma fervente
que cheira raro
e olha rápido
pelo seus de olhos corça.
de sentir fina a passagem
despercebida ao olhos
do desconforto
de luz amarela e
e cintura lisa.
- leve,
como leva o vento
folha e desejo.
como a cabeceira
do rio solta água
e leva a vida.
moça, corpo de lança
da alma fervente
que cheira raro
e olha rápido
pelo seus de olhos corça.
terça-feira, janeiro 17
dezessete e dezessete
sinta bem
meu bem, toda calma
todo sentimento
aqui e por ai.
é de apertar a alma,
o ficar sem.
e agora é bem assim
- todo segredo
se esvaindo pelos poros.
e os escondidos
olhares cada vez mais reais.
meu bem, toda calma
todo sentimento
aqui e por ai.
é de apertar a alma,
o ficar sem.
e agora é bem assim
- todo segredo
se esvaindo pelos poros.
e os escondidos
olhares cada vez mais reais.
segunda-feira, janeiro 16
pela poesia quase madura da solidão
vem essa
nesse tal de saber o amor.
como se fosse necessário
vir dessa.
como asas que desafiam
o sol, rebatendo a luz,
construindo sua querida
afrouxando a tensão
no vento que bate forte.
é assim pros dois.
pra duas almas
como pássaros,
onde um canta
seu canto colorido,
sua trova, sua verdade.
onde uma escuta.
e escuta de novo.
perdida em meio a relva
em meio a outras notas.
onde o um
passa o luar e
se espera.
onde uma
pode se querer
e ser a poesia
madura da união
nesse tal de saber o amor.
como se fosse necessário
vir dessa.
como asas que desafiam
o sol, rebatendo a luz,
construindo sua querida
afrouxando a tensão
no vento que bate forte.
é assim pros dois.
pra duas almas
como pássaros,
onde um canta
seu canto colorido,
sua trova, sua verdade.
onde uma escuta.
e escuta de novo.
perdida em meio a relva
em meio a outras notas.
onde o um
passa o luar e
se espera.
onde uma
pode se querer
e ser a poesia
madura da união
cheiro que gruda e fica
me dá!
deu desespero.
bem assim, desesperado mesmo que ao lado.
dá medo, pois dói.
- dói esse futuro
que não vai ser novo
vai ser a mesma casa.
como se redesenhasse
o que já disse que não foi o melhor.
como se cortasse as asas,
antes mesmo de baterem
calma...
o desabafo parece
ser ruim quando desabafado
mas é do coração
a oração da alma.
dói, um pouco.
esse louco pensar
que acompanha
o torto andar.
dói,
por que é apertado.
e não pode ser
e fica desesperado
o verso,
a fala
e o silêncio
- daqueles que sobe
no peito, espremendo
os pulmões.
e,
é por querer de mais,
podendo de menos.
alinhe-se com o desejo,
e se quiser, queira.
por que não posso
me trair.
- na espera,
numa possivel futura ilusão.
deu desespero.
bem assim, desesperado mesmo que ao lado.
dá medo, pois dói.
- dói esse futuro
que não vai ser novo
vai ser a mesma casa.
como se redesenhasse
o que já disse que não foi o melhor.
como se cortasse as asas,
antes mesmo de baterem
calma...
o desabafo parece
ser ruim quando desabafado
mas é do coração
a oração da alma.
dói, um pouco.
esse louco pensar
que acompanha
o torto andar.
dói,
por que é apertado.
e não pode ser
e fica desesperado
o verso,
a fala
e o silêncio
- daqueles que sobe
no peito, espremendo
os pulmões.
e,
é por querer de mais,
podendo de menos.
alinhe-se com o desejo,
e se quiser, queira.
por que não posso
me trair.
- na espera,
numa possivel futura ilusão.
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