é como não saber mais nada, às vezes:
esse choque que destrói teu e meu sorriso.
é soco na cara e um tapa na sua.
e nos matamos por um pouco de lágrima.
apesar dos pesares,
não apaga o amor e nem mancha o carinho,
mas por alguns minutos deixa tudo escuro.
sábado, agosto 21
sexta-feira, agosto 20
a vida é de palavras
volta teu verbo à carne,
o faça membro de tua sede.
arraste-o pelos olhos
através de toda tua mais favorita sala.
toque todas tuas notas,
e o faça seguimento de tua melodia,
de teus sentimentos.
o faça membro de tua sede.
arraste-o pelos olhos
através de toda tua mais favorita sala.
toque todas tuas notas,
e o faça seguimento de tua melodia,
de teus sentimentos.
quinta-feira, agosto 19
vá, ó, grande fluente
corre,
enquanto teus filhos vão te singrando,
enquanto teus assassinos te robam as crias.
foge,
até encontrar com o azul grandioso,
até poder se misturar com mil outras vidas.
enquanto teus filhos vão te singrando,
enquanto teus assassinos te robam as crias.
foge,
até encontrar com o azul grandioso,
até poder se misturar com mil outras vidas.
meus óculos quebraram
minha vista entorta em mil formas
e vejo avante um mundo diferente,
vejo por minhas esféricas portas
que atrás de hoje
fica só a essência,
só o rastro.
me incomoda um pouco
- acordar pro real - mas
não os vejo concertados
num breve futuro.
prefiro doer a visão
a não saber onde vou bem ao certo.
e vejo avante um mundo diferente,
vejo por minhas esféricas portas
que atrás de hoje
fica só a essência,
só o rastro.
me incomoda um pouco
- acordar pro real - mas
não os vejo concertados
num breve futuro.
prefiro doer a visão
a não saber onde vou bem ao certo.
quarta-feira, agosto 18
espero o momento
não quero a ilusão
lhe tocando a feição,
pintando-lhe a cara de rubra vergonha.
lhe deixando sem norte;
deixando teu leve desfilar, tímido.
exprimindo à mim
gaguejadas palavras,
difíceis expressões apaixonadas.
te deixo livre.
você é quem sabe a hora certa.
lhe tocando a feição,
pintando-lhe a cara de rubra vergonha.
lhe deixando sem norte;
deixando teu leve desfilar, tímido.
exprimindo à mim
gaguejadas palavras,
difíceis expressões apaixonadas.
te deixo livre.
você é quem sabe a hora certa.
olhe pelo olho mágico e verás
um momento estático ao vento.
parado e pairando em pedaço de papel.
que tradz mil olhos e sóis exatos em tuas cores.
reprimie milhares de segundos
que sobrevoam lentes e complicações mentais.
um momento fúnebre
ou singelo sorriso,
imprimidos e reprimidos
em poucos centímetros
de cores e precisão
parado e pairando em pedaço de papel.
que tradz mil olhos e sóis exatos em tuas cores.
reprimie milhares de segundos
que sobrevoam lentes e complicações mentais.
um momento fúnebre
ou singelo sorriso,
imprimidos e reprimidos
em poucos centímetros
de cores e precisão
na quadrada dos sonhos
eu queria a porta aberta.
queria a vida leve e janela aberta.
queira voar e bordar com o meu nariz
e deixei minha vida por um triz,
quando meus sonhos se tornaram realidade.
queria a vida leve e janela aberta.
queira voar e bordar com o meu nariz
e deixei minha vida por um triz,
quando meus sonhos se tornaram realidade.
olhe bem na caixa de correio
me sento,
para escrever história de velha e criança.
história de amor entre a poesia e fogo puro
passo horas tentando fotografar em papel
todos singulares ápices de rebelde amor.
só risco do roteiro meus deslizes joviais
e teu rancor idoso,
tuas asas que colhem o ódio da impulsividade que te roda.
[espero que o mesmo seja feito no inferno,
uso água para apagar nossa desgraça, nossa.
e não para meu desejo ímpar,
não para meu próprio sorriso].
escolho um belo pacote,
florido de paixões e versos escritos em quatro luas,
e recheio este de sinceridade e saudade.
para escrever história de velha e criança.
história de amor entre a poesia e fogo puro
passo horas tentando fotografar em papel
todos singulares ápices de rebelde amor.
só risco do roteiro meus deslizes joviais
e teu rancor idoso,
tuas asas que colhem o ódio da impulsividade que te roda.
[espero que o mesmo seja feito no inferno,
uso água para apagar nossa desgraça, nossa.
e não para meu desejo ímpar,
não para meu próprio sorriso].
escolho um belo pacote,
florido de paixões e versos escritos em quatro luas,
e recheio este de sinceridade e saudade.
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