é bom quando o sonho
encontra outro caminho
e muda para as ruas da realidade
e, assim, pode furtar um sorriso
do vento crava-lo em mim.
e nessa nata lúdica
luzes e cores escrevem seus versos
em mim.
sábado, abril 2
sexta-feira, março 11
valsa
sua valsa triste caminha com a noite
petrificando o olhar de todos pares.
enquanto rodopia,
crava nos corações alheios o calar da noite e
o uivo da lua.
enfrenta o mundo,
e pinta no chão os ventos do fim do dia,
decora olhos com a cadência de seu amor,
com a decência do seu olhar.
e como se não bastasse,
ensina-me melhor,
pois não sei direito a arte.
e quando fiz o necessário,
foi pra não levar junto o brilho dos teus pés.
petrificando o olhar de todos pares.
enquanto rodopia,
crava nos corações alheios o calar da noite e
o uivo da lua.
enfrenta o mundo,
e pinta no chão os ventos do fim do dia,
decora olhos com a cadência de seu amor,
com a decência do seu olhar.
e como se não bastasse,
ensina-me melhor,
pois não sei direito a arte.
e quando fiz o necessário,
foi pra não levar junto o brilho dos teus pés.
o gozo vem depois do amor
se hoje o medo medo não vê a solidão
é por que o macio do sozinho explode em outros lugares.
- é uma verdade que assusta a clareza da mente
e as palavras que colavam a nossa definição em nós
emanam suas essências nos lugares que buscamos.
o passado se vira numa magia
que agora tento entender,
se transforma num quebra-cabeça escuro
impossível de montar,
pois sua beleza é tão uniforme e bonita
que fica difícil de se achar as pessas.
se hoje o medo não vê a solidão que me assola
é por que quero.
é por que quis ser feliz
é por que quis compor felicidade em outros olhos.
contudo, nada se esvai do coração.
nada apaga.
é por que o macio do sozinho explode em outros lugares.
- é uma verdade que assusta a clareza da mente
e as palavras que colavam a nossa definição em nós
emanam suas essências nos lugares que buscamos.
o passado se vira numa magia
que agora tento entender,
se transforma num quebra-cabeça escuro
impossível de montar,
pois sua beleza é tão uniforme e bonita
que fica difícil de se achar as pessas.
se hoje o medo não vê a solidão que me assola
é por que quero.
é por que quis ser feliz
é por que quis compor felicidade em outros olhos.
contudo, nada se esvai do coração.
nada apaga.
segunda-feira, fevereiro 28
ele não tem um nome
vejo nascer rápido o belo sonho.
vendo, sentado embaixo do sol
colhendo vosso sorriso sincero
e olhar horizontal.
paralelo a amores vespertinos
e escondidos apertos.
minhas árvores fazem sombras no passado
e incluem em mim o novo.
decoram meus versos
de vermelho e riso.
e o riso faz
meu desejo corado,
faz meu presente amado.
vendo, sentado embaixo do sol
colhendo vosso sorriso sincero
e olhar horizontal.
paralelo a amores vespertinos
e escondidos apertos.
minhas árvores fazem sombras no passado
e incluem em mim o novo.
decoram meus versos
de vermelho e riso.
e o riso faz
meu desejo corado,
faz meu presente amado.
quinta-feira, fevereiro 3
resolução
o bombardeio da esperança
me socou os por quês,
e de que vale a futura lembrança?
de que vale a matutina parábola
repleta de falsos testemunhos
de gastos amores?
transporto o golpe para lá...
assim não recebo dor por aqui,
não destruo castelos com meras palavras escolhidas em vão.
espero a calma me tocar,
e tocado
resolvo a vida.
me socou os por quês,
e de que vale a futura lembrança?
de que vale a matutina parábola
repleta de falsos testemunhos
de gastos amores?
transporto o golpe para lá...
assim não recebo dor por aqui,
não destruo castelos com meras palavras escolhidas em vão.
espero a calma me tocar,
e tocado
resolvo a vida.
quinta-feira, janeiro 27
o calor do sol seu
dança da beleza do mar, ó, sol.
quero ver-te só
quero ter-te em prol do amar.
quero amarrar-me em passos descompassados
quero me amar na própria cor de seus dias
na flor dos olhos que sua menina dança.
na dor do laço que suas notas alcançam.
dança da beleza do mar, ó, sol.
derrame tuas ondas no meu samba calmo
no caos de meus versos.
faça assim
- vista-se de minhas palavras
que te esquento e te elogio
com o fogo do verbo
e o calor do teu amor.
quero ver-te só
quero ter-te em prol do amar.
quero amarrar-me em passos descompassados
quero me amar na própria cor de seus dias
na flor dos olhos que sua menina dança.
na dor do laço que suas notas alcançam.
dança da beleza do mar, ó, sol.
derrame tuas ondas no meu samba calmo
no caos de meus versos.
faça assim
- vista-se de minhas palavras
que te esquento e te elogio
com o fogo do verbo
e o calor do teu amor.
nova bossa nossa
bossa no vento,
na nova aurora floral.
bossa de resguardo:
nova armadura para verso quebrado.
desenhos de acordes novos
invadindo meus impecílios e retratos
de uma maneira cáustica,
fazem tudo pelo bem do meu bem,
tudo pela dor da saudade.
fazem tudo de mais e de menos.
e eu não vou duvidar.
não vou descartar o futuro
e suas quase certezas.
de ir,
e deixar ficar.
ou de ir
e levar junto a cor da paixão.
na nova aurora floral.
bossa de resguardo:
nova armadura para verso quebrado.
desenhos de acordes novos
invadindo meus impecílios e retratos
de uma maneira cáustica,
fazem tudo pelo bem do meu bem,
tudo pela dor da saudade.
fazem tudo de mais e de menos.
e eu não vou duvidar.
não vou descartar o futuro
e suas quase certezas.
de ir,
e deixar ficar.
ou de ir
e levar junto a cor da paixão.
sexta-feira, janeiro 14
relato dos futuros sonhos
eu quero a sorte
do desentedimento necessário,
da falsa harmonia de desafinados verbos.
ser livre do livro
e ser meu.
ser ar de letras.
vento que traga
a dor e a monotonia;
o riso e o amor.
quero essa fonte escondida
em meus sonhos.
quero versos soltos e amados;
fluidos num tema,
como sopro de jazz,
como beijo sagaz.
do desentedimento necessário,
da falsa harmonia de desafinados verbos.
ser livre do livro
e ser meu.
ser ar de letras.
vento que traga
a dor e a monotonia;
o riso e o amor.
quero essa fonte escondida
em meus sonhos.
quero versos soltos e amados;
fluidos num tema,
como sopro de jazz,
como beijo sagaz.
garoa de outono
folhas a voar diante de meus olhos.
folhas perdidas em ventos sujos:
ventos de fumaças.
trazem o escuro,
apagando a paz e a calma
apagando as estrelas.
preciso ir,
sem voltar cedo com a alvorada.
adeus sol
adeus céu
estrela nunca mais.
nunca mais poema.
folhas perdidas em ventos sujos:
ventos de fumaças.
trazem o escuro,
apagando a paz e a calma
apagando as estrelas.
preciso ir,
sem voltar cedo com a alvorada.
adeus sol
adeus céu
estrela nunca mais.
nunca mais poema.
quarta-feira, janeiro 12
o tamborim e a caixa do surdo agogô
vísceras do som:
peças suplementares de outros carnavais!
alimentando as surdinas
dos jovens malandros
que transcendem o ritmo corriqueiro,
e se projetam na leveza da harmonia.
talabartes dos sorrisos,
segurando a alegria num outro nível:
sustentada pelas batidas surdas
e pelos tremores repicados.
a noite brilha sob nós
e o som vai se misturando na fumaça.
peças suplementares de outros carnavais!
alimentando as surdinas
dos jovens malandros
que transcendem o ritmo corriqueiro,
e se projetam na leveza da harmonia.
talabartes dos sorrisos,
segurando a alegria num outro nível:
sustentada pelas batidas surdas
e pelos tremores repicados.
a noite brilha sob nós
e o som vai se misturando na fumaça.
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