é como se tivesse apagado um pedaço.
pedaço que foi moldado
pela inocência de risonhas estórias,
pela mão enrugada
pelo pequeno tamanho
e pelo riso doce.
é como se o olho
que podia brilhar um pouco mais
sentisse obrigação de se esfumaçar
e assim, sem querer, acabou borrando
uma parte de coração.
fazendo, numa segunda-feira,
meu toque ir pra longe,
pra hostilidade do passado.
mas sigo a seta,
e sei que estou pronto
e sei que seu, sou.
mas vou despir meu choro,
e colorir minha tristeza com um breve sorriso.
e agora, num relance,
meus olhos vão pra outros cantos
roubando seu brilho.
segunda-feira, maio 2
segunda-feira, abril 25
domingo, abril 24
alquimia
vamos supor o céu!
alinhá-lo aos nossos sonhos,
dos quais somos eternos poetas,
famintos alquimistas utópicos.
traga-o mais para perto!
mas, de longe,
já sintetize os personagens.
alinhá-lo aos nossos sonhos,
dos quais somos eternos poetas,
famintos alquimistas utópicos.
traga-o mais para perto!
mas, de longe,
já sintetize os personagens.
sexta-feira, abril 22
alma calma
venha calma
que a alma te dá lenha
pra queimar e
viver mais.
venha calma
que eu te chamo
mais e mais,
que eu sonho
andar ao seu lado.
pois ouvi dizer
que seu olhar
é capaz de entregar
minhas dores.
seja servente
do meu corpo
e tome minha tristeza
como assento.
que a alma te dá lenha
pra queimar e
viver mais.
venha calma
que eu te chamo
mais e mais,
que eu sonho
andar ao seu lado.
pois ouvi dizer
que seu olhar
é capaz de entregar
minhas dores.
seja servente
do meu corpo
e tome minha tristeza
como assento.
deixa o vento
sou novo nêgo do mundo
jogado ao lado de outros bons.
sorrindo até o fim raiar
em nossos lares e olhares.
e nossas vontades
vão além do que se vê,
além do que pode
ser tocado pelo vento
que nos refresca do calor.
mas nem sempre
sou nêgo sorte
e a brisa que por aqui passa
entorta a flor lá do outro lado.
jogado ao lado de outros bons.
sorrindo até o fim raiar
em nossos lares e olhares.
e nossas vontades
vão além do que se vê,
além do que pode
ser tocado pelo vento
que nos refresca do calor.
mas nem sempre
sou nêgo sorte
e a brisa que por aqui passa
entorta a flor lá do outro lado.
preferência
ninguém escapa do medo
de ser assim.
- de estar em par com a tristeza.
e como susto
ela veio me visitar, também.
eu não prefiro assim.
de ser assim.
- de estar em par com a tristeza.
e como susto
ela veio me visitar, também.
eu não prefiro assim.
quarta-feira, abril 20
tristonha saudade aceita
o breu de hoje
me disse, no banho
que falta um pedaço.
percebi, e repercebi
- é a mais pura verdade;
é a mais atual verdade.
é a verdade que eu aceito
mas não me mato afogado
em minhas próprias lágrimas
e não me deixo cair
nos braços da saudade,
- prefiro andar de mãos dadas.
me disse, no banho
que falta um pedaço.
percebi, e repercebi
- é a mais pura verdade;
é a mais atual verdade.
é a verdade que eu aceito
mas não me mato afogado
em minhas próprias lágrimas
e não me deixo cair
nos braços da saudade,
- prefiro andar de mãos dadas.
segunda-feira, abril 18
credo
acredito no riso,
na maneira como sorriso
consegue definir momentos de sutileza.
no poder intuitivo que ele carrega
amarrado nos seus pés.
acredito nisso,
que o sorriso pode fazer outro sorrir,
mesmo que outrora.
na maneira como sorriso
consegue definir momentos de sutileza.
no poder intuitivo que ele carrega
amarrado nos seus pés.
acredito nisso,
que o sorriso pode fazer outro sorrir,
mesmo que outrora.
a chuva te trouxe
hoje ouvi lentamente os suspiros da chuva
batendo em minha janela, trazendo a saudade.
como nunca antes, pois não há o contato,
mas a falta que sinto não nunca falta
e nunca esquece de me fazer lembrar.
e assim, lembro dessa delicadeza.
de sorriso bom e confortável, sincero.
e num encontro ou outro
a gente se faz.
batendo em minha janela, trazendo a saudade.
como nunca antes, pois não há o contato,
mas a falta que sinto não nunca falta
e nunca esquece de me fazer lembrar.
e assim, lembro dessa delicadeza.
de sorriso bom e confortável, sincero.
e num encontro ou outro
a gente se faz.
a chuva te trouxe
hoje ouvi lentamente os suspiros da chuva
batendo em minha janela, trazendo a saudade.
como nunca antes, pois não há o contato,
mas a falta que sinto não nunca falta
e nunca esquece de me fazer lembrar.
e assim, lembro dessa delicadeza.
de sorriso bom e confortável, sincero.
e num encontro ou outro
a gente se faz.
batendo em minha janela, trazendo a saudade.
como nunca antes, pois não há o contato,
mas a falta que sinto não nunca falta
e nunca esquece de me fazer lembrar.
e assim, lembro dessa delicadeza.
de sorriso bom e confortável, sincero.
e num encontro ou outro
a gente se faz.
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