foi no nascer do sol
meus pés sentindo
mais o peso.
o peso do corpo
cheio da distância
das impossibilidades
da vontade.
e é assim
já faz dias,
já faz tempo,
já faz beijo
já faz saudade.
sexta-feira, janeiro 6
segunda-feira, janeiro 2
gentileza sua
chamei os especialistas!
- pra uma casa e um quintal
um quintal de verdade
cheio do amarelo escondido
do sol, que cava nos montes
do horizonte seu berço
e me dá toda saudade.
ele contorna esse quintal
todo! desses de banco
e conversa confortável
desses que ficam
no peito saudoso
nos poucos minutos
da voz afinada.
vem de quintal,
de montes ou mares
vem lisa, poente ou nascente!
mas vem, junta do sorriso da lua
que toma o lugar do sol
só pra poder devolve-lo
na manhã seguinte.
- pra uma casa e um quintal
um quintal de verdade
cheio do amarelo escondido
do sol, que cava nos montes
do horizonte seu berço
e me dá toda saudade.
ele contorna esse quintal
todo! desses de banco
e conversa confortável
desses que ficam
no peito saudoso
nos poucos minutos
da voz afinada.
vem de quintal,
de montes ou mares
vem lisa, poente ou nascente!
mas vem, junta do sorriso da lua
que toma o lugar do sol
só pra poder devolve-lo
na manhã seguinte.
sábado, dezembro 31
estou aqui
me vem soando;
(trans)bordando um
belo tremor
tecendo foco no olhar
- singelo sentimento.
e digo mais, paz...
e dizendo vou me esperando,
me esperando ter
me sabendo ficar bemol, por ora.
afinando o peito cheio,
o seio furado
e a vontade de ser.
que fure meu ser, pois!
que seja ser;
que beije o vento
cuidando, em primeiro lugar!
não minto, cara paz...
dizendo direto
como olho no olho,
de mãos osmóticas,
de conjuntas sutilezas.
e, agora, vou soando
lustrando a calma do amor
pedindo a calma, alma!
mesmo sem fazer jus
ao pedido sincero
me posto adiante,
com gosto e com sonho.
sonho, com(n)tudo
de pés no chão
sem espichar
a perna pro tombo maior.
(trans)bordando um
belo tremor
tecendo foco no olhar
- singelo sentimento.
e digo mais, paz...
e dizendo vou me esperando,
me esperando ter
me sabendo ficar bemol, por ora.
afinando o peito cheio,
o seio furado
e a vontade de ser.
que fure meu ser, pois!
que seja ser;
que beije o vento
cuidando, em primeiro lugar!
não minto, cara paz...
dizendo direto
como olho no olho,
de mãos osmóticas,
de conjuntas sutilezas.
e, agora, vou soando
lustrando a calma do amor
pedindo a calma, alma!
mesmo sem fazer jus
ao pedido sincero
me posto adiante,
com gosto e com sonho.
sonho, com(n)tudo
de pés no chão
sem espichar
a perna pro tombo maior.
sexta-feira, dezembro 16
subindo pedras
à base de ondas graves
e duma voz afiada
seguem todos verbos
todos os versos seguem
seguem o pensamento
a delicia que é
tentar entender o silêncio
a conversa d'alma.
e como se seguir,
te levasse ao espelho,
a espiral fluida.
e duma voz afiada
seguem todos verbos
todos os versos seguem
seguem o pensamento
a delicia que é
tentar entender o silêncio
a conversa d'alma.
e como se seguir,
te levasse ao espelho,
a espiral fluida.
domingo, dezembro 11
creme
e o cheiro corta o ar rarefeito e dificil de tragar!
o cheiro que não sai e vai mais longe.
me faz aliviar o ácido tremor e alinha o peito
aos olhos, à alma.
me acostuma, estranhamente, e quer
que tudo seja fluente, calmo e cremoso.
perfuma o toque no papel
e no corpo, tornando
sóbria a vontade do perto.
e, de pés juntos,
sinto um calor.
uma paz tornando
ébrio o olhar perdido.
pondo num caminho
o coração.
o cheiro que não sai e vai mais longe.
me faz aliviar o ácido tremor e alinha o peito
aos olhos, à alma.
me acostuma, estranhamente, e quer
que tudo seja fluente, calmo e cremoso.
perfuma o toque no papel
e no corpo, tornando
sóbria a vontade do perto.
e, de pés juntos,
sinto um calor.
uma paz tornando
ébrio o olhar perdido.
pondo num caminho
o coração.
quinta-feira, dezembro 8
par de mãos
é o espaço entre
é uma boca quente,
derretendo o outro.
mesclado com
o coração e o olhar
com o princípio
e a alma.
é intenso
e os olhos
flagram a timidez
do doce e da beleza.
timidez sorrida,
fluida, misturada nas mãos dadas,
e guardadas pros dois.
mãos felizes, pulsantes.
é uma boca quente,
derretendo o outro.
mesclado com
o coração e o olhar
com o princípio
e a alma.
é intenso
e os olhos
flagram a timidez
do doce e da beleza.
timidez sorrida,
fluida, misturada nas mãos dadas,
e guardadas pros dois.
mãos felizes, pulsantes.
sente antes se alguém sente
veja os olhos
e a vontade guardada
- que passam fatiando as palavras
e escondendo alguns olhares timidos
sente antes
se alguém sente
pois espero
pois sinto forte
alma
cor e verdade.
e a vontade guardada
- que passam fatiando as palavras
e escondendo alguns olhares timidos
sente antes
se alguém sente
pois espero
pois sinto forte
alma
cor e verdade.
outro mar
é o dia inteiro,
a simpatia do branco, da bonita.
sentindo mais e mais,
como fosse pintora
de sorrisos.
é o olho inteiro,
brilhando. moreno,
cheio dos versos
à vontade,
imaginando quando será cheio.
é o coração.
imerso.
domingo, novembro 27
que horas são?
tour de franzir
as curvadas sobrancelhas
ao som de grelhas ardentes
e tremores aos pés.
e além de tudo,
iluminar a sóbria cabeça
dando de presente
a doce precisão do olhar
e do coração.
as curvadas sobrancelhas
ao som de grelhas ardentes
e tremores aos pés.
e além de tudo,
iluminar a sóbria cabeça
dando de presente
a doce precisão do olhar
e do coração.
lambe se doí
pra fora do solo
fui alto ao universo
nos olhos fretados
que condenar me peço
uma grande barreira
borboleta no meio do caminho,
que logo sai, entra no peito
e deixa-me ver o além.
fui alto ao universo
nos olhos fretados
que condenar me peço
uma grande barreira
borboleta no meio do caminho,
que logo sai, entra no peito
e deixa-me ver o além.
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