quando dei conta
já tinha acordado.
decidido na infinidade de desejos
peguei um , amarrei uma ponta na outra
enrolei e guardei dentro da caixinha de chocolates franceses.
tento não terceirizar as emoções,
não chorando no colo alheio.
escolho novamente o o colo roxo.
o roxo da parede e lençol, e lembro
da nossa aula. isso : aula.
olho agora pra frente
com o queixo fechado
esperando que as coisas acontecam
dentro de nossas normas.
escolho o seu colo
que estava substituído por um poço de sal
e pétalas sujas e rasgadas
maschucando meu ouvido e peito.
escolho o seu colo,
que estava substituído pelo dejeto de nosso olhos
chorando sem parar, nunca acabando com aquela agonia.
escolho o seu colo,
que estava substituído pelo meu dedo mais feio
e minha caneta e folha mais doentes.
mas vejo no seu colo
as linhas se formarem novamente, coloridas
e saudáveis.
escolho o seu colo,
sabendo que vou estar confortável pelo tempo que for;
tempo no qual o poço de pétalas cinzas
se tornará, novamente, nosso jardim.
escolho o seu colo
onde escrevo intemináveis versos
para fitar no seu rosto a alegria dançante.
escolho o seu sorriso
para dançar comigo a minha valsa vital,
quando eu estiver sendo julgado pelo que fiz.
e vou fazer.
escolho você,
você para me dar seu sorriso tocante,
pulsante na minha bochecha
fazendo-me sentir a vida nossa,
o sangue, indo e vindo
levando para todas partes do corpo
essa nossa paixão
paixão pulsante.
pintando o chão com seus passos
e soltando minhas notas e letras pelo ar
misturando-as com seu cabelo, rodopiando na sala
embebida no suor da dança que dança sem pensar
confundida com a melodia e tropeçando nas minhas palavras e música.
escolho você,
para pensar comigo
e ligar minha outra metade quieta e sombra.
hei de dançar contigo, sua dança marcante.
quinta-feira, abril 22
sinto o caminho pelo ar
a coleção de palavras
voando rápido e decidida
chega com o lado duro
no intelecto enfurecido
que lacrimeja e puxa pra fora
o sorriso e bobisse
me inibe do perdão
e senta longe
nos braços quentes do amor
com a cabeça queimando
choque mental,
mas talvez melhore o vocabulário
e dê vontade de coisas melhores.
a coleção de palavras
voando rápido e decidida
chega com o lado duro
no intelecto enfurecido
que lacrimeja e puxa pra fora
o sorriso e bobisse
me inibe do perdão
e senta longe
nos braços quentes do amor
com a cabeça queimando
choque mental,
mas talvez melhore o vocabulário
e dê vontade de coisas melhores.
segunda-feira, abril 12
colheita
aceitei, agora.
espero azedo no chão da sala
encouraçando o pontenkim
pulsante na tela líquida
seman doída
mas faz bem doer
e vomitar por casa poro
um poquinho de sentimento.
carregando um pouco de felicidade
entre o entrelaçe
dedo nas curvas
e cabeça no peito mais alto
aceito, agora
cresco, agora,
peço, agora um só braço
mas doo uma, duas,
cem pessoas inteiras
meus trocentos dedos gritantes
imploram por mais,
e o mais está muito longe
começo a criar raízes,
bem aqui, sozinho
na minha colheita especial
de frases chulas
eu planto alguns versos mais
e deixo-os crescer,
ao mesmo tempo
espero a dançarina
chegar mais perto
ao mesmo tempo
montando um quebra-cabeça antigo.
espero azedo no chão da sala
encouraçando o pontenkim
pulsante na tela líquida
seman doída
mas faz bem doer
e vomitar por casa poro
um poquinho de sentimento.
carregando um pouco de felicidade
entre o entrelaçe
dedo nas curvas
e cabeça no peito mais alto
aceito, agora
cresco, agora,
peço, agora um só braço
mas doo uma, duas,
cem pessoas inteiras
meus trocentos dedos gritantes
imploram por mais,
e o mais está muito longe
começo a criar raízes,
bem aqui, sozinho
na minha colheita especial
de frases chulas
eu planto alguns versos mais
e deixo-os crescer,
ao mesmo tempo
espero a dançarina
chegar mais perto
ao mesmo tempo
montando um quebra-cabeça antigo.
quinta-feira, abril 8
desejo
inverto meu corpo doído
incompleto e quase satisfeito
aperto meu peito
contra esse caderno sofrido
sento na água
sem saber onde pensar
sinto a água a tocar,
minha mão, beijo, e mágoa
ela vem e me diz, colorindo
creio saber o que quero
com toda paciência espero
contorcendo o músculo, dormindo
finjo o humor falsário
que me cobre e proteje contra dor
sinto o cheiro e vem o sabor,
antigo, agora dentro do armário
trancado pela sua mão
tentando abrir a porta quebrada
que logo se espalha no chão da escada
e desce, devagar, perdendo emoção
voamos, calmos, atentos
fora de nós, sonhando alto
girando eu descalço, e dou um salto
atingindo no teto, sentimentos
difíceis de alcançar
pulo novamente
tentando fortemente
me encontrar
depois acordo sem sabor
pedindo de volta, sutilmente
seu cheiro, de beleza, de gente
capaz de começar denovo o amor
incompleto e quase satisfeito
aperto meu peito
contra esse caderno sofrido
sento na água
sem saber onde pensar
sinto a água a tocar,
minha mão, beijo, e mágoa
ela vem e me diz, colorindo
creio saber o que quero
com toda paciência espero
contorcendo o músculo, dormindo
finjo o humor falsário
que me cobre e proteje contra dor
sinto o cheiro e vem o sabor,
antigo, agora dentro do armário
trancado pela sua mão
tentando abrir a porta quebrada
que logo se espalha no chão da escada
e desce, devagar, perdendo emoção
voamos, calmos, atentos
fora de nós, sonhando alto
girando eu descalço, e dou um salto
atingindo no teto, sentimentos
difíceis de alcançar
pulo novamente
tentando fortemente
me encontrar
depois acordo sem sabor
pedindo de volta, sutilmente
seu cheiro, de beleza, de gente
capaz de começar denovo o amor
sexta-feira, abril 2
dezenove de setembro
me lembro
como fosse hoje
o branco e o preto contrastando
também o álcool e o guaraná
a pé de valsa e o desequilibrado
fitando os movimentos
e o os olhos. que olhos
negros e profundos
tornando noite, boêmia
o meu dia, sem graça.
e tornando tarde, mas alegre e feliz
a minha noite só e calada
me lembro
como as cartas e blusas
escritas na pele bem fundo
que nunca sai, nunca.
são três notas bem altas
que fizeram parte da minha vida
durante algum tempo
impossíveis de tocar no mais afinado instrumento
ouvia-se só quando
eu era apertado bem forte
seguido de um elogio de minha parte
tocando unha e cabelo
peito e barriga
e culminava naquele calor
e mais três notas
e um sorriso.
acampando nos nossos pensamento
frases sem sentido em francês
deslizando o sob as letras e passos de dança
cheirando o doce da camisa
e o infanto do braço.
esqueço
como se fosse dez anos atrás
de hoje, quando resolvi acordar
desse sonho que acabou
mas lembro como se fosse ontem e hoje e agora
de tudo carinhosamente feito.
sem um nada de vontade de voltar atrás,
e fazer denovo.
vontade de deixar tudo como está.
como fosse hoje
o branco e o preto contrastando
também o álcool e o guaraná
a pé de valsa e o desequilibrado
fitando os movimentos
e o os olhos. que olhos
negros e profundos
tornando noite, boêmia
o meu dia, sem graça.
e tornando tarde, mas alegre e feliz
a minha noite só e calada
me lembro
como as cartas e blusas
escritas na pele bem fundo
que nunca sai, nunca.
são três notas bem altas
que fizeram parte da minha vida
durante algum tempo
impossíveis de tocar no mais afinado instrumento
ouvia-se só quando
eu era apertado bem forte
seguido de um elogio de minha parte
tocando unha e cabelo
peito e barriga
e culminava naquele calor
e mais três notas
e um sorriso.
acampando nos nossos pensamento
frases sem sentido em francês
deslizando o sob as letras e passos de dança
cheirando o doce da camisa
e o infanto do braço.
esqueço
como se fosse dez anos atrás
de hoje, quando resolvi acordar
desse sonho que acabou
mas lembro como se fosse ontem e hoje e agora
de tudo carinhosamente feito.
sem um nada de vontade de voltar atrás,
e fazer denovo.
vontade de deixar tudo como está.
terça-feira, março 23
vento que sopra e vai-vai
transcrevo esses opacos versos
doidos e curtos
que culminam na ponta do dedo
provém da ponta da caneta
e saem por ai.
traço essas linhas tortas e negras
gritando com a tinta algum beirut ou saxofone
porcos doentes
soltando seus balões pelas costas;
desenhos assim.
eles me chamam à noite
eles me chama à noite
eles chamam a noite
de sol,
dó ré mi fá sol lá sí
si fosse ao dia;
eles seriam clarinhos.
retos e geométricos
a gema das idéias
dariam às mãos as letras e sairiam,
pela calçada em frente de casa
transcrevo essas idéias fulminantes.
quiemam um mais dois, juntos.
determinantes ao lado dos outros
vento ao meu lado :
que sopra e vai.
doidos e curtos
que culminam na ponta do dedo
provém da ponta da caneta
e saem por ai.
traço essas linhas tortas e negras
gritando com a tinta algum beirut ou saxofone
porcos doentes
soltando seus balões pelas costas;
desenhos assim.
eles me chamam à noite
eles me chama à noite
eles chamam a noite
de sol,
dó ré mi fá sol lá sí
si fosse ao dia;
eles seriam clarinhos.
retos e geométricos
a gema das idéias
dariam às mãos as letras e sairiam,
pela calçada em frente de casa
transcrevo essas idéias fulminantes.
quiemam um mais dois, juntos.
determinantes ao lado dos outros
vento ao meu lado :
que sopra e vai.
sexta-feira, março 19
uma dezena mais nove dias
ano e meio
faz tudo sintilar, sintilante
penso em par, agora.
faz um tempo já, mas, agora penso mais
estonteante, estonteia o par, na hora.
minhas manias merecem morrer
malditas maluquices,
me matam.
merecem morrer.
ano e meio
e ainda não aprendi,
é difícil desplugar isso de mim.
porém, contudo, sei que às vezes tenho razão.
amo andar, assim, alegre
amorosamente amado
aliviado, ainda alego amar
ainda amante, amando
ano e meio
e agradeço pelas danças e solos
tento excluir sempre brigas posteriores
aprendendo assim, você.
com essas brigas.
penso por que parar:
pelo povo parado
pairando pela ponte;
podendo, pois, poder.
ano e meio
posso amar, amor.
sei que não faço o melhor
mais tento, melhorando, o pior.
fica meio ambiguo, às vezes.
mas sei que você sabe, é amor.
é meu e nosso, e seu.
fico calado esperando
algum vento pela janela
vindo de lá, do azul, da parte de baixo.
do quarto bagunçado.
da gaveta quebrada.
fico gritando aqui,
calando o silêncio que paira, negro no quarto meu.
em cima e embaixo da cama,
me esmagando, torturando
querendo tirar uma resposta sem pergunta.
que não sei de onde vem, só questiono.
fico aqui,
calado, fechado, tentando abrir a brecha.
pra dê tudo certo,
e que venha de algum lugar, um sorriso
que entope minha cara junto da sua :
com um só olho.
faz tudo sintilar, sintilante
penso em par, agora.
faz um tempo já, mas, agora penso mais
estonteante, estonteia o par, na hora.
minhas manias merecem morrer
malditas maluquices,
me matam.
merecem morrer.
ano e meio
e ainda não aprendi,
é difícil desplugar isso de mim.
porém, contudo, sei que às vezes tenho razão.
amo andar, assim, alegre
amorosamente amado
aliviado, ainda alego amar
ainda amante, amando
ano e meio
e agradeço pelas danças e solos
tento excluir sempre brigas posteriores
aprendendo assim, você.
com essas brigas.
penso por que parar:
pelo povo parado
pairando pela ponte;
podendo, pois, poder.
ano e meio
posso amar, amor.
sei que não faço o melhor
mais tento, melhorando, o pior.
fica meio ambiguo, às vezes.
mas sei que você sabe, é amor.
é meu e nosso, e seu.
fico calado esperando
algum vento pela janela
vindo de lá, do azul, da parte de baixo.
do quarto bagunçado.
da gaveta quebrada.
fico gritando aqui,
calando o silêncio que paira, negro no quarto meu.
em cima e embaixo da cama,
me esmagando, torturando
querendo tirar uma resposta sem pergunta.
que não sei de onde vem, só questiono.
fico aqui,
calado, fechado, tentando abrir a brecha.
pra dê tudo certo,
e que venha de algum lugar, um sorriso
que entope minha cara junto da sua :
com um só olho.
quinta-feira, março 11
dedão
creio que não é tanto pela aparência.
é sempre assim.
diminui e é essa cara de um conhecido.
eu gosto.
ela gosta.
homônimos gostam.
gosto por que ela gosta.
meu tudo.
alguns já assustaram com a semelhança
mas tudo bem.
sustos de saudade valem a pena.
já que cresce denovo e volto ao léo.
enquanto curto, me falam sobre esse céu.
sempre.
não que eu deixe eu de lado.
de maneira nenhuma.
é que é sempre.
é sempre assim.
diminui e é essa cara de um conhecido.
eu gosto.
ela gosta.
homônimos gostam.
gosto por que ela gosta.
meu tudo.
alguns já assustaram com a semelhança
mas tudo bem.
sustos de saudade valem a pena.
já que cresce denovo e volto ao léo.
enquanto curto, me falam sobre esse céu.
sempre.
não que eu deixe eu de lado.
de maneira nenhuma.
é que é sempre.
agora
sinto agora
como se fosse normal,
sentir depois.
essa liberdade
a dois, nós dois.
confiantes no que vem
é um braço mais uma perna
sinto agora
livre, querido.
aceito.
não o dejeto de antes
não o que será amanhã.
sim o hoje.
o riso agora.
como se fosse normal,
sentir depois.
essa liberdade
a dois, nós dois.
confiantes no que vem
é um braço mais uma perna
sinto agora
livre, querido.
aceito.
não o dejeto de antes
não o que será amanhã.
sim o hoje.
o riso agora.
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