corre,
enquanto teus filhos vão te singrando,
enquanto teus assassinos te robam as crias.
foge,
até encontrar com o azul grandioso,
até poder se misturar com mil outras vidas.
quinta-feira, agosto 19
meus óculos quebraram
minha vista entorta em mil formas
e vejo avante um mundo diferente,
vejo por minhas esféricas portas
que atrás de hoje
fica só a essência,
só o rastro.
me incomoda um pouco
- acordar pro real - mas
não os vejo concertados
num breve futuro.
prefiro doer a visão
a não saber onde vou bem ao certo.
e vejo avante um mundo diferente,
vejo por minhas esféricas portas
que atrás de hoje
fica só a essência,
só o rastro.
me incomoda um pouco
- acordar pro real - mas
não os vejo concertados
num breve futuro.
prefiro doer a visão
a não saber onde vou bem ao certo.
quarta-feira, agosto 18
espero o momento
não quero a ilusão
lhe tocando a feição,
pintando-lhe a cara de rubra vergonha.
lhe deixando sem norte;
deixando teu leve desfilar, tímido.
exprimindo à mim
gaguejadas palavras,
difíceis expressões apaixonadas.
te deixo livre.
você é quem sabe a hora certa.
lhe tocando a feição,
pintando-lhe a cara de rubra vergonha.
lhe deixando sem norte;
deixando teu leve desfilar, tímido.
exprimindo à mim
gaguejadas palavras,
difíceis expressões apaixonadas.
te deixo livre.
você é quem sabe a hora certa.
olhe pelo olho mágico e verás
um momento estático ao vento.
parado e pairando em pedaço de papel.
que tradz mil olhos e sóis exatos em tuas cores.
reprimie milhares de segundos
que sobrevoam lentes e complicações mentais.
um momento fúnebre
ou singelo sorriso,
imprimidos e reprimidos
em poucos centímetros
de cores e precisão
parado e pairando em pedaço de papel.
que tradz mil olhos e sóis exatos em tuas cores.
reprimie milhares de segundos
que sobrevoam lentes e complicações mentais.
um momento fúnebre
ou singelo sorriso,
imprimidos e reprimidos
em poucos centímetros
de cores e precisão
na quadrada dos sonhos
eu queria a porta aberta.
queria a vida leve e janela aberta.
queira voar e bordar com o meu nariz
e deixei minha vida por um triz,
quando meus sonhos se tornaram realidade.
queria a vida leve e janela aberta.
queira voar e bordar com o meu nariz
e deixei minha vida por um triz,
quando meus sonhos se tornaram realidade.
olhe bem na caixa de correio
me sento,
para escrever história de velha e criança.
história de amor entre a poesia e fogo puro
passo horas tentando fotografar em papel
todos singulares ápices de rebelde amor.
só risco do roteiro meus deslizes joviais
e teu rancor idoso,
tuas asas que colhem o ódio da impulsividade que te roda.
[espero que o mesmo seja feito no inferno,
uso água para apagar nossa desgraça, nossa.
e não para meu desejo ímpar,
não para meu próprio sorriso].
escolho um belo pacote,
florido de paixões e versos escritos em quatro luas,
e recheio este de sinceridade e saudade.
para escrever história de velha e criança.
história de amor entre a poesia e fogo puro
passo horas tentando fotografar em papel
todos singulares ápices de rebelde amor.
só risco do roteiro meus deslizes joviais
e teu rancor idoso,
tuas asas que colhem o ódio da impulsividade que te roda.
[espero que o mesmo seja feito no inferno,
uso água para apagar nossa desgraça, nossa.
e não para meu desejo ímpar,
não para meu próprio sorriso].
escolho um belo pacote,
florido de paixões e versos escritos em quatro luas,
e recheio este de sinceridade e saudade.
segunda-feira, agosto 16
sinto-te chegar
me virei quando vi som entrando pelo quarto
junto de um característico cheiro seu de dias atrás.
junto de um caminhar ímpar,
dum sorriso novo,
de vergonhas
e medos.
estava com frio.
colhi sua cabeça entre meus braços
e te afaguei até o sono vir junto.
junto de um característico cheiro seu de dias atrás.
junto de um caminhar ímpar,
dum sorriso novo,
de vergonhas
e medos.
estava com frio.
colhi sua cabeça entre meus braços
e te afaguei até o sono vir junto.
vejo meu corpo voando longe
hoje acordei com meu balde intelectual meio desvairado,
solentemente desviado para alguns lados de solidão preto e branca.
um canto, como foto, cheia de momentos imprimidos numa destilada árvore.
vi meus pés me guiarem por entre cores desconhecidas,
e por entre arrependimentos que meus ouvidos jamais escutaram.
me puxavam forte como vento de chuva,
como maré quando meus deuses se rebelam.
senti meus ventos irem de encontro com os da maré,
e estes, mais fortes, me empurraram para outro desvio.
porém, no mesmo curso,
continuei singrando,
e estou acolá até agora.
só ficou meu cheiro.
solentemente desviado para alguns lados de solidão preto e branca.
um canto, como foto, cheia de momentos imprimidos numa destilada árvore.
vi meus pés me guiarem por entre cores desconhecidas,
e por entre arrependimentos que meus ouvidos jamais escutaram.
me puxavam forte como vento de chuva,
como maré quando meus deuses se rebelam.
senti meus ventos irem de encontro com os da maré,
e estes, mais fortes, me empurraram para outro desvio.
porém, no mesmo curso,
continuei singrando,
e estou acolá até agora.
só ficou meu cheiro.
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